30 de junho de 2010
Livro de Contos - "Uma redação, a chuva e várias estórias" - Unifev Jornalismo
10 de novembro de 2009
Uma noite estranha

Na praça do velório...
Três jovens conversavam na praça do velório durante a noite, já se aproximava das 10 da noite. Aparentemente tudo estava em seu lugar e como é comum de praça logo apareceu um senhor, vestido como se estivesse em casa, shortinho, camiseta cavada, boné e chinelo de dedo. Esse homem deu boa noite e soltou a primeira frase dessa estranha história.
- Aqui é um lugar estranho, todo dia a luz tá acesa, uma, duas, três!
Sem entender direito os trio olhou para trás, o homem continuou...
- Ta acontecendo muito acidente por ai, todo dia morre alguém. Tem nego que acha que é o bam bam bam e vai embora. Depois que vai não adianta ficar chorando.
Então houve silêncio, pois todos estavam sem palavras, um dos jovens, Pol., retrucou:
- Depois que morreu já era. Bola pra frente, não adianta chorar, tem que viver!
E o homem toma novamente a palavra:
- Quem faz o bem, colhe o bem, quem faz o mal... Eu perdi meu filho, ele tinha 21 anos, não bebia, não fumava, só estudava! Era formado em computação, tenho o diploma até hoje.
O senhor da sinais de emoção, seus olhos parecem encher d’água.
- é mole perder um filho? - Ele pergunta.
- é duro. – Pol novamente.
- Tava trabalhando, limpando, e o cara foi brincar, abriu a válvula do sifão fervendo, pegou nele morreu.
Silêncio...
- Ele mais três, só o Andrezinho vive, queimou tudo os braços, as pernas, ta feio. O Baiano morreu, o meu filho e o cara do álcool. Meu filho ficou vivo dez dias, o Baiano doze, o cara do álcool abriu a porta, explodiu, subiu 8 metros no ar. Morreu na hora.
- Pegou 3 anos de prisão.
- Só? – se revolta Bela, outra juvenil.
- E a usina vai pagar 1 milhão e meio, mas eu não quero esse dinheiro. Você gostaria de receber um dinheiro do seu ente querido, eu só queria meu filho de volta! Estudando engenharia, jogando vôlei, do meu lado.
Até esse ponto foi chocante, porém esse homem começou a pesar, disse que tem outros filhos. A filha caçula pirou, pois o filho que havia morrido era o “xodó”, a enfermeira não consegue mais trabalhar. O outro homem que havia morrido, há dois dias havia chegado de uma viagem a Bahia, pois adotará uma menina recém nascida que a mão não tem condições de criar.
E o Senhor não parava mais com a sequência de detalhes miraculosos, absurdos e até engraçado para o humor negro. Até que, algo mais estranho aconteceu, chegou sem ninguém perceber, uma mulher, vestida com uma blusa de quem está no “role”, calça jeans pouco para baixo do joelho (deve ter um nome específico) e sandália, e o mais louco, sua primeira frase meio que afobada:
- Oi, da licença, onde eu encontro um bar que eu possa comprar cigarro?
O senhor sugeriu a padaria, mas José terceiro jovem e morador do bairro discordou.
- A padaria já fechou, ela fecha cedo, só se ali na avenida tiver aberto.
A guria apressada e perdida alegou não saber onde ficava o tal bar e, ao ser questionada falou que não sabia onde era nada!
O senhor se ofereceu a acompanhar, ela aceitou. Então os dois partiram, sentido a avenida. Os jovens se sentiram aliviados, porém comentaram o fato e o classificaram como bizarro, questionaram a veracidade do que ouviram.
Quando parecia estar tudo bem novamente resolveram partir. Pol teve a brilhante ideia de ver o corpo do sujeito que tivera a infelicidade de falecer neste dia e que estava sendo velado.
O mesmo senhor que conversou com eles estava estirado, pálido, algodão no nariz, vestido a terno, com muitas flores o rodeavam. Um susto, quando chega mais um corpo para ser velado durante a madrugada, a mesma mulher que perguntou sobre o bar.
*Está história é baseada em fatos reais.
*Todos os nomes são fictícios para proteger a imagem dos envolvidos.
12 de julho de 2009
“O desejo psicológico procura nas sensações físicas o deseja da busca do desejado.”
Ofereceram-me um cigarro, e olha que sequer havia pedido. Acompanhado viria um conselho, pensamento, um costume, acredito que seriam essas palavras para definir.
- Pega, guarda, fuma quando estiver nervoso.
Existe a lenda de que o cigarro acalma, tira a ansiedade, mas não é bem assim que funciona. Digamos que eu passe por uma situação que altere o meu estado de humor, quero dizer, me deixe transtornado. A que recorrer (?) Ao conselho, se conselho fosse bom...
No entanto quando pitei o primeiro cigarro fiquei um pouco zonzo e mais nervoso, pois, além de já estar alterado o cigarro não teve o êxito esperado. Desespero (?) Não. Vou pegar outro deste tabaco industrializado para tentar, ao menos, reverter à neurose que o anterior me deixara.
O que descobri? Uma continuação neurótica que me fez repetir por diversas vezes a ação de acender o careta. Estou viciado, que nervoso!
28 de dezembro de 2008
Top ten 2008 Vômito Cultural post’s
Nesse post que foi o primeiro do grande Belarmino o garoto contou a história que passou por acreditar que eu era realmente um editor. Dormiu num hotelzinho de quinta, viajou em ônibus de trabalhador rural, passou por muitos apuros, porém conheceu Nelsinho do sertão que lhe concedeu uma ótima receita de Caipirinha de farinha de rosca.
09 – Fugir da Prisão – Olter Lin
Começo do ano, cabeça fresquinha, aula de Realidade sócio econômica e política brasileira e regional, aula com a maravilhosa professora Socióloga Maria da Conceição MORANGUEIRA MAGRI, inspirado soltei uma dessa no blog e me lembro de ouvir ser a frase do Vômito Cultural por isso entrou no Top ten.
A única liberdade do ser humano é escolher de que maneira e em que momento estará preso a cada realidade que ele pode estar vivendo.
08 – Vaqueiro Gaúcho [2] [3] [4] [5] – Olter Lin
Utiliza de um chapéu de palha, um cabelo grade sem corte, barba a fazer e sempre a coçando por baixo do queixo, seu lugar predileto a varanda de sua fazenda, apóia seu pé direito na mureta feita pra usar de acento, uma graminha na boca daquelas fininhas da espessura de um palito de dente, verdinha e comprida. Quando não está no meio da boiada com seu pick-up, seu pé no pára-choque da mesma maneira que na muretinha e a graminha sempre na boca, esse é o vaqueiro gaúcho.
Esse aí se meteu em algumas encrencas, mas não chegou ao fim delas. Vale a pena rever os cinco post’s do Vaqueiro Gaúcho.
07 - Capacidade de mudar – Kssis
Esse post também no inicio do blog quando além do Belarmino, Nathalie, Funny e eu haviam mais algumas pessoas envolvidas com o Vômito Cultural e a Kssis uma delas fez esse desabafo ótimo, talvez não de top ten, mas por acreditar que ela seria alguém que teria muito a acrescentar no blog, realmente foi uma pena não poder contar com ela.
06 - Cannabis: culpada ou inocente ??? – N a t h a l i e
Post polêmico da grande Nahh, o título diz tudo, vale a pena conferir a história e se não opinou ainda tem mais uma chance.
- relacionado Aula de maconha.
05 - Dunga ou Soneca? – Belarmino
Crítica ao Dunga, ainda é atual tanto que já rascunhei várias para ele, mas de que adianta criticar o dunga ele vai ficar até o fim da Copa do mundo, o jeito é torcer pra esse time de velocidade que ele ta montando dar certo.
04 – Pérolas, entrando no clima do ENEM – Belarmino
"Não preserve apenas o meio ambiente e sim todo ele." (Faz sentido)
Entre outras. Relacionados PARA LEMBRAR DAS PROVAS...
03 - ANIMAÇÃO?! [ parte 1 ] [ parte 2 ] [ parte 3 ] [ parte 4 ] – N a t h a l i e
Seqüência de post’s relacionados com animação produzidos pela fanática pela arte. Ficou realmente muito bom com vários tipos diferentes de animações, esse super vale a pena rever.
02 - Hora de Refletir ^^ - *~FuNnY~
Uma das melhores poetisas do Brasil contribui sempre com o blog Vômito Cultural, esse um de seus melhores poemas já postados por aqui. Recebe o título de “Mudar o existir”.
"Mudar o Existir"
O mundo gira, o sol sobe, a lua desce
a vida continua e ninguém desobedece!
Padrões e formas imorais
constituindo a sociedade de "paz"
Quem foi que um dia, parou e falou:
....
01 – Coleção Opinião 2008 – Olter Lin
- Culto x Reprodução
- A educação como é, e não como pensamos...
- Polícia violenta x Polícia da greve
- - Para quem precisa ?
Extras – Coleção Cotidiano 2008 – Olter Lin
- Cerveja espacial
- Tatuage de Sol
- Perderam os peitos no mar
- Conjução Astral
- Dicas de amigo - Como se virar com a fome
- E ainda querer acordo ortográfico
- Bob Izzo, o violeiro apaixonado
- Jovem salva vida de bezerro
23 de novembro de 2008
Um conto de amor

Você chegou com aquele teu jeito sedutor, me encarou, me fez tremer, me drogou, me despio sem nem ao menos me tocar.Teus olhos brilhavam, meu coração palpitava.
Você chegou mais perto, eu te peguei e te dei um beijo alucinante.
O tempo parecia não passar, minutos se transformavam em horas, horas em dias, dias em meses, com você ao meu lado eu não queria que o sol nascesse.
Teu corpo junto ao meu me aquecia, me entorpecia de desejo, de vontade de te possuir.
A tua mão, escorregando pelo meu corpo me alucinava, me tirava de mim e fazia pensar loucuras.
Teu corpo suado junto ao meu, teu cabelo esparramado sobre meu corpo, tua boca me beijando levemente o rosto, pescoço, peito....Você estava perfeita, era tudo o que eu tinha sonhado.
Com as suas mãos você passava levemente a sua unha nas minhas costas, me enxia de tesão, me apertava contra você.
Eu podia sentir seus seios pressionados contra meu corpo, podia sentir teu corpo pedindo por mais.
Estávamos em um entrosamento perfeito, em uma noite perfeita e com a pessoa perfeita.
De repente escutei:
- Moleque, ACORDA! Vamo, hora de ir para a escola!
Eu mergulhado em suor, minha cama molhada, a noite tinha sido intensa, mas só no mundo dos sonhos...
12 de novembro de 2008
Sempre há sobreviventes!

25 de outubro de 2008
MATEMÁTICA DE MENDIGO
Sabe aqueles e-mails que você nunca abre aí um belo dia você decide abrir e descobre que tem mais de 200 não lidos ?! [isso só acontece com quem tem várias contas como eu...]. Então, resolvi ler este e achei muito legal, não sei se é verídico ou não, mas mesmo assim é interessante.
Apesar de eu não ter costume de postar coisas desse genero e muito menos pegar coisas prontas, neste post vou mudar um pouco.
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Tenho que dar meus parabéns para esse estagiário que elaborou essa pesquisa tão perfeita, pois o resultado que ele conseguiu obter é incrível.
Preste atenção...

Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos [trinta segundos no vermelho e trinta no verde]. Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos R$ 0,10, o que numa hora dará: 60 x 0,10 = R$6,00.
Se ele trabalhar 8 horas por dia, 25 dias por mês, num mês terá faturado: 25 x 8 x 6 = R$ 1.200,00.
Será que isso é uma conta maluca?
Bom, 6 reais por hora é uma conta bastante razoável para quem está no sinal, uma vez que, quem doa nunca dá somente 10 centavos e sim 20, 50 e às vezes até 1,00.
Mas, tudo bem, se ele faturar a metade: R$ 3,00 por hora terá R$ 600,00 no final do mês, que é o salário de um estagiário com carga de 35 horas semanais ou 7 horas por dia.
Ainda assim, quando ele consegue uma moeda de R$ 1,00 [o que não é raro], ele pode descansar tranqüilo debaixo de uma árvore por mais 9 viradas do sinal de trânsito, sem nenhum chefe pra 'encher o saco' por causa disto.
Mas considerando que é apenas teoria, vamos ao mundo real.
De posse destes dados fui entrevistar uma mulher que pede esmolas, e que sempre vejo trocar seus rendimentos na Panetiere [padaria em frente ao CEFET]. Então lhe perguntei quanto ela faturava por dia. Imagine o que ela respondeu?
É isso mesmo, de 35 a 40 reais em média o que dá 25 [dias por mês] x 35 = 875 ou 25 x 40 = 1000, então na média R$ 937,50 e ela disse que não mendiga 8 horas por dia.
Moral da História:
É melhor ser mendigo do que estagiário [e muito menos PROFESSOR], e pelo visto, ser estagiário e professor, é pior que ser Mendigo....
Se esforce como mendigo e ganhe mais do que um estagiário ou um professor.
Estude a vida toda e peça esmolas; é mais fácil e melhor que arrumar emprego.
Lembre-se :
Mendigo não paga 1/3 do que ganha pra sustentar um bando de ladrão.
Abraços...
28 de setembro de 2008
Tal João de Santo Cristo

Uma das melhores músicas que temos no mundo, Faroeste Caboclo, tanto pela letra como pela melodia como pela composição dela e também pela mensagem que ela nos passa.
19 de setembro de 2008
Ego... SUPER EGO!
O ator que faz aquele marido que briga com a mulher nas novela das 9 da TV Globo estava lá, ele muito humilde, falou sobre o ego que o personagem dele tem e que por isso humilha a sua esposa ao invés elogia-la como ele faz com outras mulheres, principalmente a sua vizinha gostosa.
Pensei sobre esse assunto, e cheguei na conclusão de que o ego é o que faz desse mundo um lugar hostil, é por causa dele que humilhamos outras pessoas e recusamos ajuda quando precisamos. Parem para pensar, quando conversamos dificilmente falamos em nós, mas sempre falamos em "eu", o nós é algo raro, sempre queremos valorizar aquilo que "EU" faço e não aquilo que ele fez ou nós fazemos. Só pensamos em "EU", não pensamos no outro ou em nós, só agimos em "eu", é tudo em "eu".
Conjugamos pronomes em eu, é tudo muito triste, será que nunca conseguiremos falar em nós, nele, nela, neles, nelas, nisso, naquilo?
O ego é tão grande que já vi absurdos de frases do tipo: "Temos que ser menos egoístas e pensar mais em nós mesmos!" É por isso que o mundo não tem futuro, que temos guerras e temos violência.
Vamos parar de conjugar tanto o eu em nossas conversas e pensamentos e vamos conjugar mais o nós, ele, ela, eles...
Tentem fazer isso e teremos, pelo menos ao nosso redor, um mundo melhor.
