27 de abril de 2010
Ao acaso da polícia
23 de março de 2010
Crônicas-comentário
O objetivo do trabalho é apontar as características de um tipo de crônica, sendo que, elas devem ser identificadas dentro de uma crônica do tipo escolhido.
10 de agosto de 2009
Pipas

Já é a segunda vez que me da vontade de soltar pipa, sim, soltar pipa. Parece bobeira erguer aquela armação revestida a papel com fitas plásticas embutidas na vara de bambu central e ficar olhando para o alto, no sol, durante horas, mas ao ver a garotada nas ruas enfrentando fios elétricos, vias asfaltadas e o trânsito insano para brincar com seus diversos modelos de papagaios.
Lembro-me da ultima vez que soltei pipa, ainda na infância, havia um desenho de Xis e cruzando uma cruz, em branco, Xis Cruz, e o fundo azul, semelhante à bandeira da Escócia. Era como de estimação, já havia a batizado, descarregar toda a linha, alguém assume a lata para que você se posicione e então, se solta a lata, neste momento se deve gritar um nome ou qualquer outra coisa e pegar a lata de linha.

Todas as “manobras” que uma pipa fizesse ela era capaz, retão, cortar o vento, a favor do vento, desbicar, entre outras. No entanto tudo que é bom demais tem fim trágico. (nem tudo)
Mas está história tem. Era um dia comum como qualquer outro, os pássaros cantavam, os gatos miavam, os cachorros latiam e a reforma continuava. O filho do pedreiro, que não faço idéia de quem seja hoje, me acompanhou até o campinho da rua de cima, era próximo ao almoço e voltaríamos logo por isso não deixamos que as pipas fossem longe. Estava descontraído e só me dei conta que levei um rela quando as linhas se tocaram, a minha cortou e a pipa começou a cair, o vento forte a carregou até o poste mais próximo e por lá, enroscou-se.
Briga, choro, pedras voando, arminha de pólvora para assassinar o culpado da perda não de uma pipa, mas de um objeto por qual eu era apegado. Foi outro cara que me cortou, porém ele havia deixado, com a linha dele e a pipa dele. O pessoal mais velho separou a confusão, após esse dia fiquei traumatizado, nunca mais soltei pipa.
Hoje tive essa vontade, mas já levaria ao menos 10 pipas prontas e 800 metros de linha, assim tira a disputa, perdeu? Pegue outra para uma nova disputa. Afinal montar uma pipa não sai mais caro que um real, se gasta muito mais com ambição e destruição, própria e coletiva, o que é gastar um real pela diversão e paz (?).
Como Fazer ? Video Tutorial
No Cinema - O caçador de Pipas
Mais em www.pipas.com.br
12 de julho de 2009
“O desejo psicológico procura nas sensações físicas o deseja da busca do desejado.”
Ofereceram-me um cigarro, e olha que sequer havia pedido. Acompanhado viria um conselho, pensamento, um costume, acredito que seriam essas palavras para definir.
- Pega, guarda, fuma quando estiver nervoso.
Existe a lenda de que o cigarro acalma, tira a ansiedade, mas não é bem assim que funciona. Digamos que eu passe por uma situação que altere o meu estado de humor, quero dizer, me deixe transtornado. A que recorrer (?) Ao conselho, se conselho fosse bom...
No entanto quando pitei o primeiro cigarro fiquei um pouco zonzo e mais nervoso, pois, além de já estar alterado o cigarro não teve o êxito esperado. Desespero (?) Não. Vou pegar outro deste tabaco industrializado para tentar, ao menos, reverter à neurose que o anterior me deixara.
O que descobri? Uma continuação neurótica que me fez repetir por diversas vezes a ação de acender o careta. Estou viciado, que nervoso!
10 de julho de 2009
“Esse eterno pensar nas coisas eternas que não duram mais que um dia.”
Acabara de chegar da rua, o sol estava de rachar e me deixara chapado, queria apenas água e acompanhei essa descrição pela voz da tal “irmã”, acompanhado de muitas risadas por parte dela, e então o convite. Incerteza, foi a minha resposta para questão, e sair para pensar, claro que não em aceitar o convite.
A sensação de engraçado é a que faz rir, depende do senso de humor. O que é estranho e novo, o que satiriza (transformar o feito em novo), geralmente proporciona dentre outras experiências, a risada. Porém com o hábito, repetição da estimulação do engraçado, acaba por perder a graça. Há também os chatos de plantão, aqueles que quando se dispõem a não rir, apenas especializados como “Fred Mercuri Prateado” são capazes de mudar a afeição fechada.
Confesso que tenho um pouco do engraçado comum do mundo e também tenho uma parte do chato de plantão, porém trabalho ambos com dosagens controladas, chegando a chatice extrema quando necessário, exemplo claro, a maneira de como reagi a pequena fábula da irmã, apenas ouvi, apesar dela rir muito durante a descrição. No entanto, quando no momento de troca de ideias e as satiriza no instante seguinte, espere por uma explosão, relaxamento muscular, falta de controle, dor abdominal, e o medo de morrer... De tanto rir.
12 de novembro de 2008
Sempre há sobreviventes!

