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3 de julho de 2010

CarnaVotu Cancelado - Open-Bar Votuporanga



"Um dos organizadores da micareta, que pediu para não ser identificado, disse que o Ministério Público estaria dificultando a realização de festas open-bar (bebida a vontade) na cidade, o que inviabilizaria a realização do evento, que tem essa característica."

CarnaVotu não é capaz de se sustentar sem open-bar?
As características do evento são os shows e a folia ou beber, cair e levantar?

"Em nota enviada ao BOM DIA, a organização do evento disse que havia iniciado acordo para contratação dos shows das cantoras Daniela Mercury e Ivete Sangalo."

A Dani Mercury e a Ivete não dão conta de alegrar a turma e atrair público para a Micareta.

Mas se viessem Janeti do Axé e Maria Pomposa da Sapucai e o evento fosse open-bar seria um sucesso.

Ai eu te Pergunto: Você iria na festa se não fosse open-Bar?

O que está proibido é a realização de festas open-bar (que permite o consumo livre de bebidas).
No entanto um certo grupo econômico fatura além da conta com este tipo de festa e devido a nova lei, uma grande parte do seu lucro vai para de entrar no caixa. Mesmo assim este grupo ainda pode lucrar muito.
Isso se ele investir no evento!

Perceba a diferença do Micareteiro e do Farofeiro.
O Farofeiro vai pela bebida, o Micareteiro pela Micareta.
Decida seu lado e se quiser, entre na minha campanha.
 
CarnaVotu não precisa de Open-bar 

Para quem quer mais +++

O Folianópolis, maior micareta do sul do país, não é open-bar, com excessão de uma Área Exclusiva para 50 homens que podem convidar até 2 mulheres do Bloco cada um, no entanto o valor desse ingresso é de 1000 reais, 300% mais cara que o camarote VIP. Confira.

13 de fevereiro de 2010

Inquilinu por Zé Carlinhos - Comentários que valem destaque!

verdade sobre o Inquilinu (Maconha) eu chamo assim!

Poucos assuntos dão margem a tanta mentira, tanta deturpação, tanta desinformação. Afinal, quais os verdadeiros motivos por trás da proibição do inquilinu? A droga faz mal ou não? E isso importa?

Zé Carlinhos – Fevereiro/2010



Por que o inquilinu é proibido? Porque faz mal à saúde. Será mesmo? Então, por que o bacon não é proibido? Ou as anfetaminas? E, diga-se de passagem, nenhum mal sério à saúde foi comprovado para o uso esporádico do inquilinu. A guerra contra essa planta foi motivada muito mais por fatores raciais, econômicos, políticos e morais do que por argumentos científicos. E algumas dessas razões são inconfessáveis. Tem a ver com o preconceito contra árabes, chineses, mexicanos e negros, usuários freqüentes de inquilinu no começo do século XX. Deve muito aos interesses de indústrias poderosas dos anos 20, que vendiam tecidos sintéticos e papel e queriam se livrar de um concorrente, o cânhamo. Tem raízes também na bem-sucedida estratégia de dominação dos Estados Unidos sobre o planeta. E, é claro, guarda relação com o moralismo judaico-cristão (e principalmente protestante-puritano), que não aceita a idéia do prazer sem merecimento – pelo mesmo motivo, no passado, condenou-se a masturbação.

Não é fácil falar desse assunto – admito que levei um dia inteiro para compor o parágrafo acima. O tema é tão carregado de ideologia e as pessoas têm convicções tão profundas sobre ele que qualquer convite ao debate, qualquer insinuação de que estamos lidando mal com o problema já é interpretada como "apologia às drogas" e, portanto, punível com cadeia. O fato é que, apesar da desinformação dominante, sabe-se muito sobre o inquilinu. Ele é cultivado há milênios e centenas de pesquisas já foram feitas sobre o assunto. O que tentei fazer foi condensar nestas páginas o conhecimento que a humanidade reuniu sobre a droga nos milênios em que convive com ela.



Por que é proibido?

"O corpo esmagado da menina jazia espalhado na calçada um dia depois de mergulhar do quinto andar de um prédio de apartamentos em Chicago. Todos disseram que ela tinha se suicidado, mas, na verdade, foi homicídio. O assassino foi um narcótico conhecido na América como marijuana e na história como haxixe. Usado na forma de cigarros, ele é uma novidade nos Estados Unidos e é tão perigoso quanto uma cascavel." Começa assim a matéria "Marijuana: assassina de jovens", publicada em 1937 na revista American Magazine. A cena nunca aconteceu. O texto era assinado por um funcionário do governo chamado Harry Anslinger. Se o inquilinu, hoje, é ilegal em praticamente todo o mundo, não é exagero dizer que o maior responsável foi ele.

Nas primeiras décadas do século XX, o inquilinu era liberado, embora muita gente a visse com maus olhos. Aqui no Brasil, inquilinu era "coisa de negro", fumado nos terreiros de candomblé para facilitar a incorporação e nos confins do país por agricultores depois do trabalho. Na Europa, ela era associada aos imigrantes árabes e indianos e aos incômodos intelectuais boêmios. Nos Estados Unidos, quem fumava eram os cada vez mais numerosos mexicanos – meio milhão deles cruzaram o Rio Grande entre 1915 e 1930 em busca de trabalho. Muitos não acharam. Ou seja, em boa parte do Ocidente, inquilinar era relegado a classes marginalizadas e visto com antipatia pela classe média branca.

Pouca gente sabia, entretanto, que a mesma planta que fornecia fumo às classes baixas tinha enorme importância econômica. Dezenas de remédios – de xaropes para tosse a pílulas para dormir – continham cannabis. Quase toda a produção de papel usava como matéria-prima a fibra do cânhamo, retirada do caule do pé de inquilinu. A indústria de tecidos também dependia da cannabis – o tecido de cânhamo era muito difundido, especialmente para fazer cordas, velas de barco, redes de pesca e outros produtos que exigissem um material muito resistente. A Ford estava desenvolvendo combustíveis e plásticos feitos a partir do óleo da semente do inquilinu. As plantações de cânhamo tomavam áreas imensas na Europa e nos Estados Unidos.

Em 1920, sob pressão de grupos religiosos protestantes, os Estados Unidos decretaram a proibição da produção e da comercialização de bebidas alcoólicas. Era a Lei Seca, que durou até 1933. Foi aí que Henry Anslinger surgiu na vida pública americana – reprimindo o tráfico de rum que vinha das Bahamas. Foi aí, também, que o inquilinu entrou na vida de muita gente – e não só dos mexicanos. "A proibição do álcool foi o estopim para o ‘boom’ do inquilinu", afirma o historiador inglês Richard Davenport-Hines, especialista na história dos narcóticos, em seu livro The Pursuit of Oblivion (A busca do esquecimento, ainda sem versão para o Brasil). "Na medida em que ficou mais difícil obter bebidas alcoólicas e elas ficaram mais caras e piores, pequenos cafés que vendiam inquilinu começaram a proliferar", escreveu.

Anslinger foi promovido a chefe da Divisão de Controle Estrangeiro do Comitê de Proibição e sua tarefa era cuidar do contrabando de bebidas. Foi nessa época que ele percebeu o clima de antipatia contra o inquilinu que tomava a nação. Clima esse que só piorou com a quebra da Bolsa, em 1929, que afundou a nação numa recessão. No sul do país, corria o boato de que a droga dava força sobre-humana aos mexicanos, o que seria uma vantagem injusta na disputa pelos escassos empregos. A isso se somavam insinuações de que a droga induzia ao sexo promíscuo (muitos mexicanos talvez tivessem mais parceiros que um americano puritano médio, mas isso não tem nada a ver com o inquilinu) e ao crime (com a crise, a criminalidade aumentou entre os mexicanos pobres, mas o inquilinu é inocente disso). Baseados nesses boatos, vários Estados começaram a proibir a substância. Nessa época, a maconha virou a droga de escolha dos músicos de jazz, que afirmavam ficar mais criativos depois de fumar.

Anslinger agarrou-se firme à bandeira proibicionista, batalhou para divulgar os mitos antiinquilinu e, em 1930, quando o governo, preocupado com a cocaína e o ópio, criou o FBN (Federal Bureau of Narcotics, um escritório nos moldes do FBI para lidar com drogas), ele articulou para chefiá-lo. De repente, de um cargo burocrático obscuro, Anslinger passou a ser o responsável pela política de drogas do país. E quanto mais substâncias fossem proibidas, mais poder ele teria.

Mas é improvável que a cruzada fosse motivada apenas pela sede de poder. Outros interesses devem ter pesado. Anslinger era casado com a sobrinha de Andrew Mellon, dono da gigante petrolífera Gulf Oil e um dos principais investidores da igualmente gigante Du Pont. "A Du Pont foi uma das maiores responsáveis por orquestrar a destruição da indústria do cânhamo", afirma o escritor Jack Herer, em seu livro The Emperor Wears No Clothes (O imperador está nu, ainda sem tradução). Nos anos 20, a empresa estava desenvolvendo vários produtos a partir do petróleo: aditivos para combustíveis, plásticos, fibras sintéticas como o náilon e processos químicos para a fabricação de papel feito de madeira. Esses produtos tinham uma coisa em comum: disputavam o mercado com o cânhamo.

Seria um empurrão considerável para a nascente indústria de sintéticos se as imensas lavouras de cannabis fossem destruídas, tirando a fibra do cânhamo e o óleo da semente do mercado. " o inquilinu foi proibido por interesses econômicos, especialmente para abrir o mercado das fibras naturais para o náilon", afirma o jurista Wálter Maierovitch, especialista em tráfico de entorpecentes e ex-secretário nacional antidrogas.

Anslinger tinha um aliado poderoso na guerra contra o inquilinu: William Randolph Hearst, dono de uma imensa rede de jornais. Hearst era a pessoa mais influente dos Estados Unidos. Milionário, comandava suas empresas de um castelo monumental na Califórnia, onde recebia artistas de Hollywood para passear pelo zoológico particular ou dar braçadas na piscina coberta adornada com estátuas gregas. Foi nele que Orson Welles se inspirou para criar o protagonista do filme Cidadão Kane. Hearst sabidamente odiava mexicanos. Parte desse ódio talvez se devesse ao fato de que, durante a Revolução Mexicana de 1910, as tropas de Pancho Villa (que, aliás, faziam uso freqüente de maconha) desapropriaram uma enorme propriedade sua. Sim, Hearst era dono de terras e as usava para plantar eucaliptos e outras árvores para produzir papel. Ou seja, ele também tinha interesse em que a maconha americana fosse destruída – levando com ela a indústria de papel de cânhamo.

Hearst iniciou, nos anos 30, uma intensa campanha contra a maconha. Seus jornais passaram a publicar seguidas matérias sobre a droga, às vezes afirmando que a maconha fazia os mexicanos estuprarem mulheres brancas, outras noticiando que 60% dos crimes eram cometidos sob efeito da droga (um número tirado sabe-se lá de onde). Nessa época, surgiu a história de que o fumo mata neurônios, um mito repetido até hoje. Foi Hearst que, se não inventou, ao menos popularizou o nome marijuana (ele queria uma palavra que soasse bem hispânica, para permitir a associação direta entre a droga e os mexicanos). Anslinger era presença constante nos jornais de Hearst, onde contava suas histórias de terror. A opinião pública ficou apavorada. Em 1937, Anslinger foi ao Congresso dizer que, sob o efeito da maconha, "algumas pessoas embarcam numa raiva delirante e cometem crimes violentos".

Os deputados votaram pela proibição do cultivo, da venda e do uso da cannabis, sem levar em conta as pesquisas que afirmavam que a substância era segura. Proibiu-se não apenas a droga, mas a planta. O homem simplesmente cassou o direito da espécie Cannabis sativa de existir.

5 de fevereiro de 2010

Governo de Honduras passa por cima da liberdade de expressão

O povo vai às ruas com a queda da ditadura militar


Trabalho de audiovisual produzido com muito suor por:

Isabela Jardinetti de Lima

Leidiane Caroline de Oliveira Vicente

Olter Lin da Silva Junior


22 de outubro de 2009

Memórias Reveladas



"Hei de vê-lo voltar, ela dizia,
o meu doce consolo, o meu filhinho.
Passam-se anos, e o véu do esquecimento
baixando sobre as coisas tudo apaga.
Menos da mãe, no triste isolamento,
a saudade que o coração lhe esmaga."

20 de outubro de 2009

Dois advogados gaúchos contra dois senadores e 3.883 servidores do Senado

Os advogados gaúchos Irani Mariani e Marco Pollo Giordani ajuizaram, na Justiça Federal, uma ação que pretende discutir as horas extras não trabalhadas, no Senado, e outras irregularidades que estão sendo cometidas naquela Casa.
A ação tramita na 5a. Vara da Justiça Federal de Porto Alegre e tem como réus a União, os senadores Garibaldi Alves e Efraim Morais e “todos os funcionários do Senado Federal, em número de 3.883 servidores, cuja nominata, para serem citados, posteriormente, deverá ser fornecida pelo atual presidente do Senado Federal, senador José Sarney”.
Ponto nuclear da ação é que durante o recesso de janeiro deste ano, em que nenhum senador esteve em Brasília, 3,8 mil servidores do Senado receberam, juntos, R$ 6,2 milhões em horas extras – segundo a petição inicial. Os senadores Garibaldi e Efraim são, respectivamente, ex-presidente e exsecretário da Mesa do Senado. Foram eles que autorizaram o pagamento das horas extras por serviços não prestados.
A ação popular também busca “a revisão mensal do valor que cada senador está custando: R$ 16.500,00 (13º, 14º e 15º salários); mais R$ 15.000,00 (verba de gabinete isenta de impostos); mais R$ 3.800,00 de auxílio moradia; mais R$ 8.500,00 de cotas para materiais gráficos; mais R$ 500,00 para telefonia residencial, mais onze assessores parlamentares com salários a partir de R$ 6.800,00; mais 25 litros de combustível por dia, com carro e motorista; mais cota de cinco a sete passagens aéreas, ida e volta para visitar a base eleitoral; mais restituição integral de despesas médicas para si e seus dependentes, sem limite de valor; mais cota de R$ 25.000,00 ao ano para tratamentos odontológicos e psicológicos.
Esse conjunto de gastos está – segundo os advogados Mariani e Giordani -”impondo ao erário uma despesa anual em todo o Senado, de R$ 406.400.000,00,00 ou R$ 5.017.280,00para cada senador – o que dá uma média de R$ 418.000,00 mensal como o custo de cada senador”.
Mariani disse ao Espaço Vital que “como a ação popular também tem motivação pedagógica, estamos trabalhando na divulgação do inteiro teor da petição inicial, para que a população saiba que existem meios legais para se combater a corrupção”. Cópia da peça está sendo disponibilizada por este site.
A causa será conduzida pela juíza Vânia Hack de Almeida.
(Proc. nº 2009.71.00.009197-9)
AÇÃO POPULAR Nº 2009.71.00.009197-9 (RS)
Data de autuação: 31/03/2009
Juiz: Vania Hack de Almeida
Órgão Julgador: JUÍZO FED. DA 05A VF DE PORTO ALEGRE
Órgão Atual: 05a VF DE PORTO ALEGRE
Localizador: GAB03B
Situação: MOVIMENTO-AGUARDA DESPACHO
Valor da causa: R$6.200.000,00
Assuntos:
1. Adicional de horas extras 2. Horas Extras

AUTOR: IRANI MARIANI
Advogado: IRANI MARIANI
AUTOR: MARCO POLLO GIORDANI
Advogado: IRANI MARIANI
RÉU: UNIÃO – ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO
RÉU: GARIBALDI ALVES FILHO
RÉU: EFRAIM DE ARAUJO MORAIS
RÉU: FUNCIONARIOS DO SENADO FEDERAL



Meus sinceros parabéns a esses dois homens, que embora possam não conseguir o que querem, tiveram a atitude de querer mudar o indecoroso cenário político brasileiro!

11 de setembro de 2009

Carlos Minc sobre a discriminalização na Argentina

Declaração do ministro do Meio-Ambiente Carlos Minc em meio a um show de Reggae em Goiás. O Vômito defende a bandeira da Legalização, mas discriminar não seria ruim, apenas não a melhor solução cabível e sim a mais apropriada para o momento. Grande Minc.






Ontem, a gente venceu 3 a 1 na Argentina. Só que tem um outro placar que a gente está perdendo da Argentina. Os juízes da Argentina DISCRIMINALIZARAM. O usuário não é mais criminoso. E esse jogo a gente ta perdendo aqui, mas vamos virar esse jogo. ACABAR COM A HIPOCRISIA COM CONSCIÊNCIA.

3 de setembro de 2009

A descriminalização da maconha – Arnaldo Jabor





Amigos ouvintes, houve nessa semana passada uma conferência no Brasil sobre drogas e falou-se muito na descriminalização da maconha. Fernando Henrique inclusive falou sobre isso.


Como disse uma vez o atual ministro Carlos Minc, é muito cômodo dizer que a maconha é responsável pela violência, quando quem mais perderia pela descriminalização do “jerere” seriam os traficantes e os policiais corruptos. Qualquer estudo sério sobre o tráfico de drogas concluiu e conclui que impossível o controle desses crimes, que movem trilhões de dólares no mundo, os especialistas sabem que a única coisa próxima de uma solução seria a liberação de várias drogas, mas a lógica repressiva não permite nem se pensar nisso.


No caso da maconha, por exemplo: Maconha não produz violência, o que causa mortes brutais e doenças terríveis são a cocaína, a heroína, o crack e outras drogas pesadas. A maconha é proibida muito mais pelo preconceito e pela superstição do que pelos seus males reais; Cocaína não, mata e faz morrer; A maconha é vista com tanto terror que é chamada de “erva do diabo”, mas já se sabe que a cannabis sativa, que é o nome cientifico, pode até produzir potentes remédios contra o glaucoma, contra náusea que a quimioterapia produz em gente que está com câncer ou AIDS, além também de possibilitar a fabricação de calmantes e medicamentos contra a insônia.


A maconha é uma matéria prima cheia de possibilidades terapêuticas, no entanto a caretice americana vê a maconha como um demônio, porque tira o sujeito da consciência, da produção obsessiva do capitalismo e isso é o pecado máximo lá nos EUA. Não há mal maior produzido pela maconha que seja pior que o whisky, cachaça, vodka e outras bebidas permitidas, o problema é que o tráfico de drogas da lucro justamente porque é proibido e pior há quem diga que se coibirmos demais o tráfico de cocaína e maconha e outras drogas, os bandidos do Rio vão se dedicar a assaltos descer o asfalto, ou seja, quanto mais proibida mais perigosa e mais lucro dá para os traficantes, um dia os caretas oficiais vão descobrir isso.



LEGALIZE-JÁ!

2 de setembro de 2009

E se o café fosse proibido

Por Ethan Nadelmann. Fundador e diretor-executivo da Drug Policy Alliance.


A organização Drug Policy Alliance se empenha em um trabalho consciente para o fim da guerra contra as drogas. Está já dura mais de 100 anos sem resultado positivo, conforme o tempo passa se gasta mais dinheiro no combate, enquanto pesquisadores descobrem maneiras de utilizá-las benéficas e até de potencial econômico, medicinal e seus riscos perante a sociedade, hora de rever conceitos.



Legenda:

Respondam-me uma coisa. Quantos de vocês tomam café todos os dias? (ergue a mão) Bastante gente.

Quantos de vocês, que bebem café, conseguem se imaginar por três dias sem café? Agora imaginem que de repente ninguém mais tenha café. Imagem o café tornado ILEGAL. Imaginem o café muito escasso. Imaginem se você estivesse SEM CAFÉ por uma semana.

Quanto você pagaria por essa xícara de café? (mostra uma pequena xícara) O que você faria para consegui-la quando sentisse seu cheiro? (cheira o café na xícara)

A SUA EXPERIÊNCIA SERIA MUITO PRÓXIMA DAQUELA DE UM VICIADO EM HEROÍNA. Muito próxima.

Você pagaria muito dinheiro por isso. Talvez você tivesse que se envolver em atividades ilegais (obs. – para não dizer CRIMINOSA) para manter seu hábito. Talvez esteja disposto a buscar o mercado negro. Talvez você até se aventure por uma favela. Ou até pagar um “avião” (cidadão disposto a se aventurar no seu lugar) para buscar café para você.

ESSA DROGA QUE HOJE ESTA DOMESTICADA E É PARTE DA NOSSA CULTURA, BEM... TORNAR-SE-IA ALGO DIFERENTE. PESSOAS PODERIAM PASSAR A USÁ-LA DE OUTRAS FORMAS, MUITO MAIS POTENTES. Talvez alguns começassem a cheira cafeína. Poderíamos transformar a experiência que temos do café da maneira fundamental, poderíamos mudar muitas de suas vidas (obs. Roubo, violência) se de repente o café ficasse ilegal e muito mais caro.

POR OUTRO LADO. SE ALGUMAS DAS DROGAS QUE SÃO HOJE ILEGAIS TIVESSEM SE TORNADO LEGAIS, SE TORNARIAM DOMESTICADAS. Se Evo Morales tiver sucesso em realizar seu sonho de criar um mercado global, legal, para os produtores de coca, será que todo mundo ia sair cheirando cocaína, fumando ou injetando? Ou o “mate de coca” iria surgir em formas sofisticadas? Nos EUA eu acho que as pessoas iam querer chiclete de coca porque a verdade é: Se você tomar cocaína em forma de um chá de coca ou chiclete de coca tem o mesmo efeito no corpo de um café expresso.

Tornar-se-ia assimilada, e aqueles que querem as formas mais potentes, alguns iriam querer, talvez até mais gente, mas seria em outro contexto. (festa)

28 de agosto de 2009

Temos 2 ouvidos e uma boca.
Moral da História: Ouvir mais e falar menos...
O video diz muito... entao OUÇA! ... de verdade!


Fora Sarney


Esse tipo de produto o brasileiro não precisa. Chega de corrupção, chega desses coronéis, que não saem do poder.

26 de agosto de 2009

Musica: Marcha dos Mortos- Os Seminovos



Um garoto vai à escola
Incapaz de aprender
Porque tudo o que ele come é a merenda escolar...
O seu lanche é quase nada
Farinha superfaturada
Mas quem desviou a grana come caviar

Na porta do Congresso
Acontece um protesto
Só que ninguém vê a grande multidão

É o protesto das almas
Daqueles que se foram
Por falta do dinheiro da corrupção

(Refrão)
Me diga, Vossa Excelência
Como é que o senhor consegue dormir?
Como se dobra a consciência...
Pra se sujar de sangue e não sentir?

Na porta de um hospital
Um doente passa o dia
A espera do atendimento que não vai chegar

Um figurão usou a verba
Pra pagar sua cirurgia
De rejuvenescimento e implante capilar

(Refrão)

E o protesto dos mortos
Enche a Praça dos Três Poderes
Se expande até os palácios
E segue invisível
Invade ministérios
Em busca do impossível
Se expande até os palácios
E segue invisível
Invade gabinetes
Em busca do impossível
Em busca de Justiça...

(Neto Castanheira/Maurício Ricardo. Arranjos e produção: Neto Castanheira)

21 de agosto de 2009

Jornalismo

Para que serve o jornalismo




A finalidade do jornalismo é fornecer aos cidadãos as informações que precisam para serem livres e se autogovernarem. Porém esse comprometimento é rompido na escolha do que é veiculado, seja por interesse político ou econômico, é uma manipulação por parte dos meios midiáticos que em sua grande maioria se embasam em seus títulos comerciais.


É claro que o jornalismo não foi sempre comercial, no texto “Os elementos do jornalismo, o que os jornalistas devem saber e o público exigir” de Biel Kovack e Tom Rosenstiel pode se observar o exemplo polonês, no qual a imprensa livre foi censurada, e a oferecida pelo governo não representava a população, essa então, mesmo com equipamentos precários iniciou a produção de conteúdo jornalístico e os transmitiu por meios clandestinos, assim dando a oportunidade do povo conhecer a realidade por outros pontos de vista.


Atualmente a possibilidade de fugir do “controle” midiático é enorme. Com a invenção de ferramentas como o computador e a internet qualquer cidadão que se deparar com algo que lhe deixe inquieto pode pesquisar opiniões extras, descobrir o que está por trás do noticiado e até reproduzir a fim de que os outros possam tem uma melhor formação do assunto tratado.


Além das questões ideológicas o jornalismo propõe apresentar o desconhecido, principalmente nos dias de hoje em que fatos ocorridos do outro lado do mundo invadem nossas casas segundos após ocorridos por meio das novas mídias, e pouco tempo depois, pelas convencionais. O que pode ocasionar a mistura de culturas, transformação do ambiente local baseados em fatos que jamais seriam conhecidos sem a ferramenta do jornalismo.


O jornalismo se remete a informar e assim formar a opinião de quem o recebe. Porém o autogoverno somente existe a partir do momento em que o interesse parta do receptor em interagir, em discutir se está certo ou errado e em se manifestar, pois apesar das ideias serem livres as atitudes são regradas. No entanto a sociedade sofre com o excesso de informação, que os acostumou a acompanhar o jornalismo como apenas entretenimento, no qual sua opinião é mascarada pelos interesses comerciais e suas atitudes se limitam ao assistir, enquanto isso, o show continua.


*Produzido por Olter Lin

**Foto fea, muito fea, tem que fazer plástica agui ó.


19 de agosto de 2009

Pobreza


Brasil a caminho do pobre

A questão da pobreza não é de fácil solução. Ela envolve fatores políticos, sócios culturais e econômicos. A corrupção, o mau funcionamento da democracia, falta de oportunidades, exclusão social, falta de interesse da população em questões políticas e crise na economia são indícios que podem revelar um povo com fome, doente, sem emprego, sem estrutura de saneamento básico e com baixa esperança de vida. Muitas das conseqüências da pobreza são também causas da mesma criando o ciclo da pobreza, que quando instaurado cria uma situação de carência e somente a intervenção externa é capaz de alterar esse ciclo.

A realidade de muitas famílias que lutavam para sobreviver sem a perspectiva de um futuro promissor mudou desde que surgiu a atual crise econômica financeira. “Nunca na historia desse país” se vendeu tanto carro, se usou tanta internet e se tomou tanto iogurte na classe média. Segundo o Ipea em 1983 a cada dois brasileiros um se encaixava no critério de pobre, hoje é apenas um em cada quatro, apesar da crise financeira em todo o mundo a tendência é que o numero de pobres no país diminua cada vez mais. O estudo mostra que ainda existem 43 milhões de brasileiros com renda suficiente apenas para comprar comida ou nem isso.

Em outros tempos de crise, como o atual, a pobreza aumentou consideravelmente. Mais recentemente a crise do real em 1998 e 1999, por exemplo, teve avanço no número de pobres em 1,9 milhões. De 1982 a 1983 a estimativa do Ipea é que a quantidade de pobres expandiu-se em 7,7 milhões nas seis maiores regiões metropolitanas e, na crise de 1989 e 1990, o número de pobres teve incremento de 3,8 milhões de pessoas.

Com tantas evoluções o que falta para que a população brasileira tenha níveis de um país de primeiro mundo? Mesmo beneficiando famílias carentes, através de bolsas e rendas, não podemos esquecer que a melhor maneira de se conter um problema é prevenindo. Isso só pode ocorrer se o povo olhar a política com seriedade, e lutar por uma reformulação estrutural, onde os brasileiros não tenham somente um produto final, mas que o próprio cidadão faça o seu produto, gere sua renda e faça do governo não um apoio de renda, mas apenas um líder que gerencie os impostos para o bem da nação.


*Texto produzido por Olter Lin, Edvandro Ferreira e Izabela Souza

**Poucos tem a ideia dessa realidade, eu, talvez não tenha!


14 de agosto de 2009

Protestar é crime ?



CONGRESSO NACIONAL E SENADO NÃO PODE SER PIZZARIA!

Estudantes PROTESTARAM a favor da saída de Sarney e de toda os senadores do Congresso Nacional e acreditem FORAM PRESOS.

PROTESTAR É CRIME? PROTESTAR É CRIME? PROTESTAR É CRIME? PROTESTAR É CRIME? PROTESTAR É CRIME? PROTESTAR É CRIME? PROTESTAR É CRIME? PROTESTAR É CRIME?

Autoridades? PRESTEM ATENÇÃO NO QUE VOCÊS FAZEM!

É DIREITO GARANTIDO NA CONSTITUIÇÃO EXPRESSAR A OPINIÃO.

CADÊ A DEMOCRACIA? PARA QUE POLÍCIA? QUAL A FUNÇÃO DA POLÍCIA?

POLÍCIA É PARA LADRÃO, PARA ESTUDANTE NÃO!!!

A Passeata Nacional vai acontecer no próximo dia 15 de agosto, a partir das 14h, e quem comparecer deve levar uma máscara cirúrgica, como as usadas para se proteger da "gripe suína", escrita com a frase "Fora Sarney!"

Confira os locais das manifestações:

* São Paulo - MASP
* Rio de Janeiro -Posto 6, Copacabana (em frente à rua Souza Lima)
* Porto Alegre - Arco da Redenção
* Belo Horizonte - Praça Sete
* Salvador - Av Garibaldi
* Londrina - Calçadão em frente ao Banco do Brasil
* Florianópolis - Trapiche da Beira Mar Norte
* Recife - Avenida Conde da Boa Vista, em frente ao shopping Boa Vista
* Curitiba - Largo da Ordem 9 (onde ocorre a feira de domingo)
* Vitoria - frente ao Shopping Vitória
* Natal - Praça vermelha
* Goiânia - Praça Universitária
* São Luís - Praça João Lisboa (saída às 13h)
* Brasília - Congresso Nacional

FAREI MEU PROTESTO HOJE NA FACULDADE UNIFEV VOTUPORANGA!

11 de agosto de 2009

Gripe Suína, Tamiflu e mídia

Vale a pena conferir o Documentário de Joaquim Arrieta, Operação Pandemia.

Explica:

Bonitinho porque estão surgindo gripes, aviária, suína e porque surgirão outras, ao menos até 2016.

A mafia do Tamiflu, remédio utilizado para combarter a gripe, que super relaciona com o surgimento das gripes.

O envolvimento do governo dos Eua.

Comparação da gripe com outros tipos de doeças que já tem cura e, matam muito mais.

É um doc bom mesmo. Vale a pena. Mesmo que não tiver afim assita!

5 de agosto de 2009

O Carrasco

Os fumantes estavam lá, na deles, querendo apenas morrer de fumar e, então surge José Serra, o carrasco, e diz:

- Eles que começaram, fumam por ae e intoxicam o ar, parem de fumar!

31 de julho de 2009

Polícia apreende 10 mil pés de maconha no Sertão de Alagoas

Operação da Polícia Militar de Alagoas apreende 10 mil pés de maconha no sertão do Estado. A droga foi plantada em uma sítio na zona rural do município de Santana do Ipanema, a 210 km de Maceió. Mais

Olha como é verdinha, dizem querer proteger o meio ambiente, mas e essa destrição de área verde?

A droga ia para a mão de traficantes, mas se a lei permitisse poderia ir para a mão de empresários e se tornar remédeio, roupa, leite e até mesmo para consumo próprio, com arrecadação de impostos e tudo.

O cara pode pegar 15 anos de prisão, tudo bem ele tinha uma arma não registrada. POXA VIDA, QUE AGRICULTOR NÃO TEM UMA ESPINGUARDA? Agora, 15 anos por plantar, o cara tá plantando, que mal tem plantar?

Deputado quer legalizar venda e consumo de maconha na Califórnia



Apresentador

Nos Estados Unidos, um deputado da Califórnia apresentou um projeto ousado. LEGALIZAR A VENDA E O CONSUMO DE MACONHA, cobrar imposto e usa o dinheiro para reforçar o caixa do governo.

Repórter – Lilia Teles – Nova York

A Califórnia é um estado quebrado, afundado em dividas e a procura de ajuda para sair do atoleiro. Tom Amiano quer regular e taxar a produção de maconha, que na Califórnia é permitida apenas para uso medicinal. A produção no estado é avaliada em 14 bilhões de dólares ao ano, uma renda bem maior do que a gerada pelas uvas da região.

Até agora nem um centavo vindo da maconha vai para o estado, o deputado acha que isso pode mudar. A proposta é legalizar o consumo, inclusive para uso não medicinal e cobrar impostos de usuários maiores de vinte e um anos, o que poderia levar aos cofres da Califórnia a receita de um bilhão e quatrocentos milhões dólares, “Isso poderia ser vendido em lojas, farmácias e hospitais”, diz o deputado.

A idéia mecheu com o governador ARNOLD SCHWARZENEGGER que ontem aprovou o orçamento mais conhecido como cobertor curto, ele disse, “eu acho que devemos analisar atentamente o que outros países estão fazendo para legalizar a maconha”.

A legalização da maconha ainda não tem o apoio da maioria dos deputados da Califórnia, mas eles querem que a população vá as urnas em 2010 para decidir o que deve ser feito. PESQUISAS MOSTRAM QUE 56% DOS CALIFORNIANOS SÃO A FAVOR DA LEGALIZAÇÃO.

Por enquanto o jeito mais fácil de conseguir dinheiro com a maconha é taxando produtos medicinais derivados da erva. Na semana passada Okland se tornou a primeira cidade da Califórnia a cobrar esse tipo de imposto, conselhos das cidades de Los Angeles, São Francisco e Santa Cruz estão discutindo medidas semelhantes.

Stepe Ângelo que comando um ambulatório com produtos medicinais feitos a partir da maconha agradecem a CHANCE DE SER VISTO COMO UM EMPRESÁRIO QUALQUER COM UM NEGÓCIO VALIOSO, “A MINHA ESPERANÇA É QUE A GENTE POSSA SER VISTO COMO CIDADÃOS QUE PAGAM IMPOSTOS INVES DE CRIMINOSOS”.

29 de julho de 2009

Proibição X Legalização da Maconha

As falas foram separadas por autor, porém numeradas quanto a sequência da edição do vídeo.



DR. Luiz Carlos Magno delegado do denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos)

1 - Entendemos que não há e, é assim no resto do mundo, ambiente para uma sociedade onde podessimos lidar com a maconha da mesma forma que se lida com cigarro e álcool.

3 – ME DISSERAM, PUXA DOUTOR, MAS O ÁLCOOL NÃO É INFINITAMENTE PIOR QUE A MACONHA? É.
Pelo menos do ponto de vista policial a maioria das OCORRÊNCIAS VIOLENTAS, HOMICÍDIOS, SUICÍDIOS, TRÂNSITO. Não vou nem entrar na área do nosso psiquiatra. (?) Claro! Que o álcool trás essa repercussão, infelizmente estamos falando de uma substância quase livre.

5 – Portanto nossa posição para encerrar o debate é contrária a qualquer iniciativa de descriminalização da maconha. Eu acho que como está, está bom.

DR. Cristiano Maronna IBCCRIM (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais)

2 - As pesquisas mais recentes, por exemplo, Portugal é o único país europeu que deixou explicitamente de incriminar o uso de todas as drogas, Portugal mostrou que é possível tratar a questão das drogas fora do direito penal, lá, o porte de drogas se tornou uma inflação administrativa. As pesquisas mostram que de 2001, quando essa lei foi aprovada, até hoje, o índice do uso de todas as drogas “ilegais” caiu, ao contrário do que pregou os prós proibicionismo.

4 – Não adianta temer uma sociedade com maconha, SOCIEDADE COM MACONHA JÁ EXISTE AGORA, é preciso encarar a realidade como ela é. Proibicionismo é uma ficção, uma fantasia.

7 – Se as pesquisas mostram que o índice de DEPENDÊNCIA, NO CASO DA MACONHA, É MENOR do que no caso do álcool e é menor também no caso do tabaco, me parece que esse argumento, uma política mais flexível e mais tolerante causaria um aumento da dependência, é um argumento que não pode ser aceito. Porque em uma sociedade em que o risco de dependência de álcool e tabaco é admitido, por que não admitir uma substância que tem o índice menor ainda?

Marco Magri - Cientista Social

6 – ESTÁ BOM PARA O TRÁFICO; O tráfico nunca vendeu tanto, nunca cresceu tanto. ESTÁ BOM PARA A CORRUPÇÃO; Corrupção policial, corrupção do poder judiciário, do poder político como um todo, poder executivo, poder legislativo.
NÃO ESTÁ BOM PARA A SAÚDE PÚBLICA; A saúde pública hoje tem sofrido de mais com a proibição das drogas porque impede à pesquisa que é à base da informação, que à base do que a saúde pública se constroe.

Cultura na cesta básica do trabalhador

Dados do IBGE de 2006 apontam que somente 14% da população brasileira vão mensalmente ao cinema, 96% não freqüentam museus, 93% nunca foram em uma exposição de arte e 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança; resumindo cerca de 90% da população brasileira não possui acesso a cultura.

Como o lema da música do Titãs, Comida “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”, no último dia 23 o presidente Lula lançou o “Vale Cultura”, são R$50,00 por mês para brasileiros de até 5 salários mínimos para comprarem ingressos de teatro,cinema,museus,shows, ou comprar livros, CDs, DVDs.

Este programa que é de paternidade do ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, surgiu numa tentativa de combater o “apartheid cultural” que existe no país. O objetivo do programa é para trabalhadores com até 5 salários mínimos, o que segundo a receita federal engloba 12 milhões de brasileiros.

Outro projeto já vinha sendo cogitado desde 2006, mas parou por conta de um obstáculo fiscal, já que pedia a criação de uma despesa orçamentária extra, o que é vetado pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Já com o novo projeto, o governo Lula driblou o impedimento através da renúncia fiscal.

“O empregado contribui com 10% do valor do vale, o equivalente a R$5,00 por mês. Os 90% restantes ficam por conta da empresa, que terá o benefício fiscal a abater com este gasto até 1% do seu imposto de renda”

A adoção do vale cultura é optativa pelas empresas, mas o Minc espera que, num primeiro momento, o benefício seja incorporado pelas grandes pagadoras de impostos. A previsão que o ministério faz é que a adoção do vale injete na indústria cultural R$ 600 milhões por mês, o equivalente a R$ 7,2 bilhões por ano.