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15 de outubro de 2009

FW: Urgente!!!! Nao tomem esse refrigerante

Como assim? Não tomem esse refrigerante. E afirma. Não é para tomar. Está mandando, querendo me controlar, controlar minhas vontades e minhas preferências.
É com esse título de assunto, inclusive faltando simbolos como o tio no não, que recebi em minha caixa eletrônica essa mensagem repassada. O arquivo .pps se trata do refrigerante Fanta-Uva e diz os componentes que contém no líquido e causam câncer e outras complicações ao serem ingeridos.

Segue as imagens da apresentação:











Considerações:

1 – Obrigado pelas informações, são de muita importância e, uma pessoa as divulgar é muito nobre, por isso repasso aqui no blog.
*Odeio repassar e-mail, somente enche a caixa das pessoas. Que provavelmente esperam por uma mensagem mais importante.

2 – Feliz daquele que transfere o que sabe... Frase linda, super ideal.

3 – Não beba Fanta-Uva. VAI TOMÁ NO CU!
* A vida é minha, eu decido se vou tomar ou não. Tudo bem, faz mal, obrigado por me avisar, daqui para frente, informado, resolverei o que fazer, não venha me dizer o que fazer.

4 – Da próxima vez faça um e-mail informativo, não controlador.

5 – Admiro uma estudante de jornalismo repassar essa porcaria sem se quer alterar um a, ou expor alguma ideia sobre o assunto.
* Será que ela parou de tomar o tal refrigerante? Se puder nos responder, comente.

6 – E você, com que olhar lê seus e-mails? Assisti TV?
* Estão te informando ou tentando te controlar? Comente.

7 – Abra o olho, limpe os ouvidos e preste atenção no que lhe é discursado.

8 – Abraços.

20 de agosto de 2009

Ortorexia Nervosa


Quando a dieta vira doença

A avalanche de informações confusas sobre nutrição complicou o ato de comer. Como saber se sua busca por alimentação saudável já é obsessão

Era para ser um jantar de bom relacionamento na casa de um diretor da empresa. Quando apertou a campainha, o engenheiro Orlando Marcondes Machado Filho esperava desfrutar um belo prato, um ótimo vinho e boas risadas na companhia da mulher, Crucita, e de outros dois casais. Todos salivaram quando o bacalhau chegou à mesa. Todos, menos Crucita. “Minha mente estava cheia de aflições”, diz ela. Em silêncio, a bioquímica se perguntava:
Será que usaram azeite extravirgem?
De onde veio esse peixe?
Que tipo de conservante foi usado nos condimentos?
A cenoura é orgânica?
Xi, não tem arroz integral
“Ficava pensando nas coisas invisíveis que fugiam ao meu controle e poderiam não ser saudáveis”, diz Crucita. “Enquanto eles tinham prazer, eu só sentia repulsa.” Por consideração ao marido, ensaiou a primeira garfada. Não chegou à segunda. Os anfitriões perceberam. Orlando não conseguiu esconder o constrangimento. O encontro acabou mais cedo.
O mesmo poderia ter acontecido ao casamento, tantas foram as brigas provocadas pela extrema preocupação de Crucita, de 46 anos, com o que a família coloca no prato. Esse distúrbio de comportamento tem nome: ortorexia nervosa. O termo é um neologismo baseado no idioma grego. Orthós significa correto e oréxis quer dizer apetite. A ortorexia foi descrita pela primeira vez em 1997 pelo médico americano Steven Bratman, autor do livro Health food junkies (algo como Viciados em comida saudável). A ortorexia ainda não é classificada como um transtorno psiquiátrico, como a bulimia e a anorexia (caracterizadas pelo medo excessivo de engordar). Mas é possível que isso ocorra em breve.
A grande preocupação do ortoréxico não é o peso. O que o apavora é ingerir alimentos que façam mal à saúde. Ele busca a garantia de que está livre de impurezas e de que vai conseguir evitar o aparecimento de doenças. Para isso, confere rótulos e os supostos benefícios de cada produto. Preocupa-se com a origem dos alimentos e raramente come fora de casa. Segue regras alimentares rígidas e, na maioria das vezes, baseadas em conceitos equivocados sobre o que seja de fato uma dieta saudável. Prefere não comer a ingerir qualquer coisa que julgue incorreta. O resultado, na maioria das vezes, é a magreza e a falta de nutrientes essenciais.
No começo, pode parecer esquisitice ou apenas uma escolha de vida, como a dos vegetarianos e dos macrobióticos. Com o tempo, porém, a extrema preocupação com a dieta prejudica outras áreas da vida. O sujeito se torna o chato inflexível, um estorvo nos eventos sociais, um problema para a família. E a maioria dos ortoréxicos não percebe. Ao contrário, acha que tem uma alimentação exemplar e tenta converter quem está por perto.
Crucita só se convenceu de seu radicalismo quando procurou uma nutróloga na expectativa de melhorar ainda mais a dieta que julgava adequada. A médica Daniela Hueb, que mantém um consultório em Bauru, no interior paulista, notou que a busca por saúde tinha virado doença. “Muita gente é ortoréxica e não sabe. Quem sabe resiste a procurar ajuda.”
As tantas restrições alimentares seguidas por Crucita durante anos provocaram danos físicos e emocionais. A carência de proteínas, cálcio, carboidratos e outras vitaminas provocou anemia, queda de cabelo, depressão e osteopenia (a fase precursora da osteoporose). Ela foi encaminhada a um psiquiatra e atualmente se trata com antidepressivo e ansiolítico. Ainda prefere alimentos orgânicos, leite sem conservantes, queijo branco, sucos naturais e consumir carne só de vez em quando. Mas tenta não ser radical. “Melhorei, mas o problema não desaparece de uma hora para outra.”
Como diferenciar a obsessão doentia do zelo alimentar que faz bem à saúde? Bratman sugere alguns sinais patológicos: gastar mais de três horas do dia pensando em alimentos saudáveis; preocupar-se mais com a qualidade da comida do que com o prazer em comê-la; julgar-se superior aos que não seguem a mesma dieta. Você reconhece essas pistas? O pensamento ortoréxico anda tão disseminado que é possível perceber indícios dele no trabalho, na academia, na família.


REVISTA ÉPOCA, 24 jul, 2009. Disponível em: < http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI84225-15257,00-QUANDO+A+DIETA+VIRA+DOENCA.html > Acesso em 20 agosto 2009.

11 de agosto de 2009

Gripe Suína, Tamiflu e mídia

Vale a pena conferir o Documentário de Joaquim Arrieta, Operação Pandemia.

Explica:

Bonitinho porque estão surgindo gripes, aviária, suína e porque surgirão outras, ao menos até 2016.

A mafia do Tamiflu, remédio utilizado para combarter a gripe, que super relaciona com o surgimento das gripes.

O envolvimento do governo dos Eua.

Comparação da gripe com outros tipos de doeças que já tem cura e, matam muito mais.

É um doc bom mesmo. Vale a pena. Mesmo que não tiver afim assita!

3 de agosto de 2009

Explicativo GRIPE SUÍNA

É possível pegar mais de uma gripe ao mesmo tempo?

A princípio, não. A gripe é uma doença transmitida por um único vírus mutante e apenas uma mutação consegue infectar o organismo por vez. Mas pode haver exceções. "A combinação de duas mutações do vírus da gripe numa só pessoa teoricamente até pode acontecer, mas seria raro", diz o infectologista Antonio Carlos Misiara, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Isso acontece porque o corpo humano possui uma defesa contra o ataque simultâneo dessas criaturas. "Quando o organismo detecta a presença de um vírus, o sistema imunológico produz uma substância chamada interferon. Sua função é combater o inimigo que já está no corpo, mas, de tabela, ela impede a entrada de qualquer outro vírus que ataque o sistema respiratório e esteja por perto querendo se infiltrar", afirma Antonio Carlos. O vírus responsável por todas as epidemias de gripe, o influenza A, é um vilão que altera sua estrutura genética para escapar da imunidade natural do nosso organismo e das vacinas.

Os principais sintomas da gripe são tosse persistente e febre alta. Outra doença bastante parecida é o resfriado, mas ele é menos grave e exige um tempo de recuperação menor. "A semelhança é que os resfriados também são contraídos por vírus, mas a variedade deles é muito grande (são cerca de 400) e quase nenhum é mutante", diz Antonio Carlos. O médico esclarece que nem mesmo o vírus da gripe e qualquer outro de resfriado costumam atacar em conjunto.

Nada sei, desta vida, vivo sem saber

Nunca soube, nada saberei, sigo sem saber... e ao som de Kid Abelha eu li a matéria acima no site mundo estranho, da abril e uol, com a seguinte pergunta: Se eu estou com gripe e, não é H1N1, ainda sim posso pegar essa tal de gripe SUÍNA???

Após ler isso percebi que cultivar uma gripe ou resfriado é bom negócio, pelo que deu a entender, o organismo produz defesa a qualquer outro vírus que não esteja no corpo. H1N1 BLOQUEDE!

Estou com uma gripe, mas não é a do porco, portanto tenho proteção quanto a tal. EU NÃO VOU PEGAR HAHAHHAHAHAH !!!!



30 de julho de 2009

"Leite de maconha" ganha consumidores na América do Norte

MAURÍCIO HORTA
colaboração para a Folha de S.Paulo

"O 'hemp milk' tem saído tão bem quanto o leite de soja, e pais me dizem que o sabor baunilha é perfeito para as crianças", diz Marcus Amies, gerente da loja de produtos naturais Jimbo's, num subúrbio de San Diego, Califórnia (EUA). O produto -um leite vegetal orgânico com leve sabor de nozes e rico em aminoácidos essenciais e ômega 3 e 6- teria tudo para atingir mercados mundiais de orgânicos, não fosse um detalhe: é feito a partir de Cannabis sativa L., a planta da maconha.

Após seis décadas de proibição no Canadá por seu uso recreativo, o cultivo comercial do cânhamo reiniciou-se em 1998.

Os EUA, que forçaram o vizinho à criminalização nos anos 1930, abocanham hoje 59% das exportações. Lá, o litro do leite de cânhamo custa US$ 4,99; a garrafa de 457 g de azeite, US$ 14,99; e barrinhas energéticas, US$ 2,29. No Brasil, os produtos não estão disponíveis. (triste)



Nutrientes

"Como sementes de outras plantas, a maconha tem constituintes nutritivos", diz o psicofarmacologista Elisaldo Carlini, da Universidade Federal de São Paulo. Segundo ele, não há risco de sentir "barato" ao ingerir esses produtos.

"Nas sementes não se encontra quase nada de THC [tetrahidrocanabinol, sua molécula psicoativa]", afirma.

A substância concentra-se na resina excretada pelas flores da planta fêmea, não usada nos alimentos. Ademais, o cânhamo industrial tem concentração de THC de 0,5%, contra mais de 5% da cepa usada para fins recreativos.

Seu óleo é rico em ácidos graxos essenciais -ômega 6 e ômega 3. Embora não sejam sintetizados pelo organismo, são necessários, por exemplo, para a transmissão de impulsos nervosos, síntese de hemoglobina e divisão celular.

"O que chama a atenção não é apenas a quantidade, mas sua proporção", diz a nutricionista Samara Crancio, do Conselho Regional dos Nutricionistas de ES, MG e RJ.

O óleo do cânhamo apresenta uma razão de três partes de ômega 6 para uma de ômega 3 -dentro da ideal, entre 2:1 e 3:1, proposto por pesquisas, diz Crancio. "O mais próximo disso é o óleo de canola, mas o do cânhamo é melhor. Já uma razão muito elevada favoreceria o desenvolvimento de doenças alérgicas, cardiovasculares e inflamatórias."

As proteínas da semente fazem dela uma boa opção vegetariana, segundo a nutricionista. "Poucos alimentos vegetais têm proteínas de alto valor biológico, e entre eles estão as sementes de soja e de cânhamo."

Enquanto a soja é indicada especialmente para mulheres que entram na menopausa ou que precisam fazer reposição hormonal, por conta das isoflavonas -fitoesterol que "imita" o hormônio feminino estrogênio-, o cânhamo é bom para pacientes com deficiência de ácidos graxos essenciais, crianças e atletas, diz Crancio.

Em 100 g de semente ainda estão presentes mais de 100% da recomendação diária de vitamina A e quase o suficiente de B1 e B2. Como sua produção não exige herbicidas nem fertilizantes, sua maior parte é certificada como orgânica, segundo o Departamento de Agricultura do Canadá.

Seria então o alimento perfeito? Ainda é cedo para dizê-lo. "Geralmente, alimentos têm componentes bons e ruins, e o importante é oferecer um que seja seguro. Ainda não encontrei estudos científicos que comprovem que essa semente seja livre de compostos antinutricionais", diz Jocelem Salgado, professora de Nutrição Humana da Esalq-USP e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais.

Produto de exportação

O negócio ainda é pequeno. Segundo a Aliança Comercial Canadense do Cânhamo, o mercado de qualquer nova variedade agrícola demora de 15 a 50 anos para se desenvolver. O cultivo legal do cânhamo mal alcançou uma década.

Ainda assim, as exportações vêm crescendo. Segundo o Departamento de Estatística canadense, o país exportou em 2007 US$ 2,1 milhões em sementes, comparados a US$ 1,3 milhão no ano anterior.

A americana Living Harvest produz o leite de cânhamo há dois anos e, nos próximos meses, lançará o sorvete Tempt. Como o cultivo é ilegal nos EUA, precisa importar toda a matéria-prima do Canadá. Já a Manitoba Harvest, que produz o leite Hemp Bliss, é canadense, mas exporta 65% de sua produção -60% para os EUA.

Mike Fata, presidente da empresa, quer espalhar o leite pelo globo. "Estamos nos mudando para uma fábrica muito maior. [Vamos] aumentar nossa capacidade, dar conta da demanda norte-americana e expandir nossos mercados. Já entramos em contato com empresas no Brasil e vamos lançar produtos aí quando for a hora."

Não será fácil. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proíbe sua importação, seja como matéria-prima, seja como produto semielaborado ou seja como produto acabado, embora a semente já entre no Brasil em rações para aves da família dos psitacídeos (como papagaios).

Jocelem Salgado, que alimenta seus pássaros com esse tipo de ração, crê que as prateleiras brasileiras não receberão cedo os alimentos de cânhamo. "Nossa legislação é mais séria. É necessário muita pesquisa." (mais séria?)